segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

abro meus ouvidos
de certa forma inquietos
por tamanho egoísmo
vicioso,
ardiloso,
duro como quadrados retos
postos lado a lado,
quando amanheço, com o sol rasgando meus olhos,
como se numa prisão, enquadrado, fosse esquecido

tiranos sentimentos meus que sequer me dão bom dia
e já me acordam aos prantos
quando me propus a olhar minhas mãos
bolhas e calos abafavam o que outrora era verdade
uma verdade tão cega quanto a mentira contada
em cada pedaço de folha
escrita, rasgada
ou algo que o valha

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

segue
quase deito
ergo minhas mãos
aflito
mas tudo passa
tudo que fica em mim
passa assim,
delicado
quando vai